Quando eu descobri que amava a poesia

junho 23, 2017


Eu nunca gostei muito de poesia. Mas se tem uma coisa que aprendi com a vida é que tudo tem um momento certo para acontecer. E às vezes a gente só não está maduro ou pronto o suficiente para lidar com determinada situação. Com a literatura também é assim. Eu não estava pronta para ler Machado de Assis aos 12 anos, mas tive que ler mesmo assim. E eu não estava pronta para ler (e sentir) a poesia até pouquíssimo tempo.

Vamos dar à César o que é de César. O mérito é todo de um amigo meu que é um poeta de uma sensibilidade e talento incríveis e foi quem me fez começar a gostar do gênero (e agora um momento para o merchan, como a amiga coruja e orgulhosa que sou: sigam o instagram e a página dele e eu garanto que os dias de vocês vão ser mais lindos).

Dado o pontapé inicial foi fácil me render de vez à poesia. Tive o prazer de marcar presença no bate papo literário dos meninos do um sofá no Salão do Livro do Piauí e conhecer melhor sobre o trabalho deles e saí completamente encantada pelo Matheus Jacob (o homem que sente), querendo descobrir mais sobre ele e desesperada para ler qualquer lista de supermercado que ele tenha escrito, porque tenho a impressão de que é incrível. A sensibilidade que emana desse homem é de aquecer o coração, tanto que já comprei o livro e estou esperando chegar, para devorar e guardar com carinho junto com o autógrafo que ele deixou na minha agendinha.


E então, como eu tenho mesmo amigos maravilhosos, recebi a indicação dos livros da Lang Leav. Foi amor à primeira página. Lullabies e Love & Misadventure são dois livros de poemas e pequenos textos sobre amor e relacionamentos, sobre pessoas que passam e que ficam, sobre o que elas deixam, sobre o que se constrói e sobre o que se aprende. Dos dois que eu li, Love & Misadventure é meu preferido, não sei dizer o porquê, talvez porque tenha sido aquela em que fiz a maior quantidade de marcações - e se eu tivesse lido em livro físico ele com certeza estaria recheado de post its.

"Please take your time
and take it slowly;
as all you do
will run its course"

As palavras de Lang Leav me atingiram em cheio - em alguns poemas mais do que em outros. E alguns de seus versos insistem em gritar na minha cabeça o tempo todo. É incrível como tem sempre um trecho que se encaixe exatamente em algum momento da minha vida. E foi então que eu percebi que a poesia não é para ser lida, é para ser sentida. Toda arte é. Mas a poesia tem algo de especial que te transporta para dentro dela e te faz sentir, mesmo sem querer. Mesmo que doa. Mesmo que deixe marcas. Porque poesia é puro sentimento. E eu fico fascinada em como tão poucas palavras podem dizer tanto. É realmente um dom. Ainda bem que agora me sinto pronta para essa experiência.  

"It's okay to be hurtingas much as you are. What you are feeling is not only completely valid but necessary - because it makes you so much more human. [...] All you can do is take your time. Take all the time you need."

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