This is Mom: Rebecca Pearson

maio 12, 2017

Não sei dizer ao certo quando eu decidi que queria ser mãe, só sei que decidi. E de todas as semelhanças que tenho com Mônica Geller, o sonho de ser mãe provavelmente é a maior delas. Deve ser por isso que eu tenho um fraco por personagens com um certo "instinto" materno. Lorelai Gilmore também ajuda a compor a lista, bem como sua mãe Emily.

Mas esse post não é sobre nenhuma dessas três, é sobre outra mãe da ficção que ganhou minha afeição e admiração no final do ano passado. Rebecca Pearson.


This is us já começa acertando no nome da série. Porque This is Us não é só sobre os Pearson. São os Pearson mas também somos nósThis is Us não foi só a série que mais me fez chorar no último semestre, também foi a série que me fez repensar a maternidade.

Ser mãe não é fácil. Ser pai também não. Mas, existe algo maior sobre ser mãe. E isso não sou eu quem estou falando, é o mundo, é a sociedade. Rebecca e Jack se tornaram pais trinta anos atrás, e todos nós sabemos que datas são importantes quando estamos falando de diferentes gerações. E se hoje, trinta anos depois, ainda vivemos na sombra de alguns esteriótipos, de atitudes que se esperam de uma mulher dentro de uma casa e de uma família, não é difícil imaginar a rotina que Rebecca levava.


Por outro lado, algumas coisas nunca mudam, principalmente quando o assunto é mãe, elas costumam ser extremamente parecidas em qualquer época ou lugar do mundo. E, se me permitem dizer, Rebecca Pearson é uma puta mãe. Se um dia eu quis ser a Lorelai de alguém, mesmo com todas as suas falhas - o que é inevitável, - na criação de Rory, hoje eu gosto de pensar que quero ser, também, um pouquinho Becca.

Não me entendam mal, eu amo Jack Pearson. Muito. De verdade. Quase sempre eu quero pular no pescoço dele e enchê-lo de beijos simplesmente por ser quem ele é. Mas como Rebecca bem disse uma vez, não adianta ele ser um pai cem por cento para os filhos quando isso faz dela uma mãe noventa por cento. É preciso que os dois sejam cem por cento, juntos. E é por isso que, em um episódio ou outro, eu acabo me decepcionando com o Jack e me questionando se ele tem dimensão da sorte que tem por ter Becca. Porque o Jack vacila sempre que bebe demais ou fica com medo de ser pai ou se sente cansado com a ideia de chegar em casa e ter trigêmeos ao seu encalço. Porque a Rebecca passou o dia inteiro com três crianças - e depois adolescentes -, e não pôde tomar uma cervejinha com as amigas depois do trabalho. Porque, inclusive, ela teve que abrir mão do seu trabalho. Eu disse trabalho? Eu quis dizer sonho de ser cantora. 


E no final é Jack que é o herói. É para ele que as crianças correm quando a vida aperta. É para o Jack que elas fazem a festa no final do dia. Porque é Rebecca que está lá diariamente mandando escovar os dentes e arrumar o quarto e fazer as tarefas de casa. Porque a sensatez de Rebecca se confunde com chatice quando ela acha ruim a ideia de Jack de levar três crianças para o clube, em meio a várias outras crianças, enquanto tentam não perder uma ou afogar outra na piscina ou enxugar as lágrimas da terceira.

This is Us sempre me emociona e faz refletir sobre as relações humanas, sobre família, sobre a Psicologia também - porque quando se é estudante de Psicologia de repente você começa a prestar atenção em cada pequeno detalhe -. Mas, alguns episódios costumam nos atingir com mais força do que outros. Alguns personagens também. Rebecca Pearson prova que ser mãe não é fácil, não vem com manual, é doloroso às vezes, mas também pode ser incrivelmente gratificante.

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